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domingo, 5 de julho de 2015

MESTRE JOSÉ

In Memória de José Gadêlha Fontes
De: Umbelina M. Gadelha

Um menino nasceu: José.
Enquanto o menino crescia
e irradiava paz e alegria,
o seu número de amigos
também crescia.
O menino José ficou homem
e saiu pela vida afora fazendo amigos,
semeando paz e harmonia,
plantando e colhendo o amor
por onde passou.
E José foi chamado de mestre, apelido carinhoso
que não lhe foi dado em vão.
Mestre José, mestre amigo, mestre irmão,
mestre pai, mestre simples e
simples mestre.
Mestre cheio de inteligência;
mestre cheio de luz, mestre líder;
mestre sábio; mestre cheio de graça;
mestre cheio de garra, mestre cheio de música
Um mestre da música. Um mestre nas nossas vidas
Partiu bem antes do fim
Por que a vida é ASSIM?


JOSÉ GADELHA FONTES
É impossível não mencionar os músicos: José Gadêlha Fontes, Fábio Gadêlha Fontes,  Moura do Cavaquinho e  Paganine que tantas vezes alegraram as festas das famílias florianenses, mas que partiram deixando na arte uma enorme lacuna e para as famílias uma profunda saudade.
José Gadelha Fontes nasceu em Sousa- PB, em 23 de abril de 1920 e faleceu em João Pessoa - PB, em 26 de maio de 1998. Em 1954, mudou-se para Floriano e adotou esta cidade como sua, aqui criou os seus filhos, trabalhou e viveu.
Comerciante, honesto, bem sucedido, bom pai e chefe família. Deixou muitos amigos e uma grande lacuna  na música de nossa cidade.
Pai amigo, dedicado, divertido e líder. Sogro prestativo, querido,  amado, admirado e respeitado.
Amante eterno da música, animou muitas festas familiares, muitos carnavais, muitas serestas. O seu conjunto " Os Escrotinhos do Choro" arrastava dezenas de pessoas para as serestas que tocava.
Muitas pessoas não gostavam do nome do conjunto e optavam por chamá-lo de Zé Fontes e Filhos, ele atendia por qualquer nome, mas o que gostava mesmo era de ser chamado de "Escrotinho do Choro".
Era um músico que tocava por prazer e amor à arte, não recebia pagamento. Compôs várias músicas, entre as quais, algumas valsas  com nomes de mulheres.
Todos os seus filhos  o acompanhavam, tocando algum instrumento ou cantando, mas   Fábio especialmente, herdou o seu talento para a música. Tocava vários instrumentos,  compunha e cantava.
O sax de Zé Fontes era dourado e por isso, o chamavam de sax de ouro, mas divino mesmo era o seu sopro. Um sopro suave, doce e singular.
Por ocasião das comemorações dos 110 anos de Floriano a equipe organizadora dos eventos decidiu homenagear os músicos que marcaram a história de Floriano e dentre estes, o Mestre José Fontes foi um dos homenageados.
A solenidade ocorreu no dia 6 de julho no Hotel Rio Parnaíba, onde foram distribuídos diplomas de honra ao mérito para os homenageados.
Na homenagem do Mestre Zé Fontes, foi lida  por sua filha mais velha, Beatriz , a biografia do mesmo. O saxofonista Dominginhos veio de Teresina para executar algumas das músicas do repertório de Zé Fontes e as suas filhas Beatriz, Doxinha e Tânia terminaram cantando juntas uma canção que ele gostava sempre de tocar para elas catarem.
No final a família distribui o CD  Ouvindo O Mestre Zé Fontes  com as seguintes músicas:
  • Um Americano em Paris
  • Sant Louis Club
  • Minha Oração
  • London London
  • Fascinação
  • Pout-pourri / Cantado por Wagner Fontes
  • Suave é a Noite
  • Zé Fontes (solo)
  • Lágrimas de Virgem
  • Perfídia - Poema do Adeus
  • Rosa de Maio
  • Manhã de Carnaval
  • Saxofone por que Choras?
HOMENAGEM DE BEATRIZ 
MESTRE JOSÉ GADELHA FONTES 

 Senhoras e Senhores
Boa Noite!

Em nome da nossa família, queremos agradecer aos organizadores desse evento, em comemoração aos 10 anos do centenário de nossa cidade, por esta homenagem prestada ao nosso pai.
É um privilégio para nós mencionarmos o nome do inesquecível e amado José Gadêlha Fontes, possuidor de muitos dons, como: técnico industrial, mecânico, homem digno de visão arrojada, imenso caráter, inteligência e muita força de vontade, que contribui para o progresso da nossa Princesa do Sul.
Foi também um musicista exemplar e com seu sax dourado, sempre na companhia de seus filhos animou muitas festas das famílias florianenses, enriquecendo a história cultural de nossa terra. Esse dom musical foi passado com sabedoria para seu filho Fábio, o único a abraçar a música como profissão e que também partiu, deixando uma profunda saudade.
Mestre Zé Fontes como era chamado carinhosamente, nasceu em Sousa - PB, em 23 de abril de 1920. Filho de Otaviano Marques Fontes e Maria do Socorro Fontes. Casou-se aos vinte anos com Maria do Socorro Gadêlha Fontes, e dessa união, nasceram oito filhos: Beatriz, Dimas, Adriano, Tânia, Doxinha, Wagner, Fábio e Marcone.
Na sua cidade natal, possuía uma pequena empresa de transporte de carga, uma oficina mecânica e exercia a regência da Orquestra "Banda do Céu" e da Banda de Música "União Sousense" até o ano de 1954, ano em que se mudou para Floriano.
Aqui chegando, através da música, conheceu Bernardino Viana - o Chefe Bina, na época, gerente do Banco do Brasil, que por sua vez, reconhecendo as qualidades, competência, inteligência e técnica mecânica do novo visitante, apresentou-o a um grupo de amigos, surgindo daí, uma Sociedade pioneira no ramo da indústria de extração de óleos vegetais, babaçu, caroço de algodão e enfardamento de algodão em pluma. Sociedade essa composta pelos saudosos: Pedro Atemal, Alderico Guimarães Carvalho e Antônio Guilherme de melo Soares.
Além desses amigos, o Mestre Zé Fontes também adquiriu outras grandes amizades, como os companheiros: Dr. Tibério Barbosa Nunes, Dr. Amilcar Sobral, Bernardino Soares, Inácio Ferrer, Antônio Moreira Filho, e muitos outros, difícil de enumerar aqui mais nomes, pois Mestre Zé Fontes era amigo de todos.
Tido como homem de visão, implantou em nossa cidade, a “Renovadora de Pneus Floriano Ltda.”; “ Indústria de Sandálias Floriano Ltda.”; “ Transportadora José Fontes e Filhos Ltda.” e por último os postos de gasolina "Santa Ana" e "Tatu".
Deus o levou em 26 de maio de 1998, para nós, muito cedo, pois tinha ainda dentro de si, muito a oferecer, tanto à família quanto aos amigos.
Ele sempre dizia que se realizava, quando criava uma nova canção e quando tocava seu sax. Junto com seus filhos, formava um grupo musical que animava as festas em família, que para papai, eram suas maiores alegrias e felicidades, e sempre na companhia de genros, noras, netos, bisnetos e amigos.
Para nós sempre foi motivo de orgulho, pois foi o melhor pai do mundo.
Mestre Zé Fontes adotou Floriano como sua cidade, tanto que logo após a sua partida, ele foi agraciado com o título de "Cidadão Florianense", pela nossa câmara municipal;
Hoje estamos lhes prestando esta homenagem, onde ouviremos músicas que ele gostava de tocar, sabendo que neste momento lá no andar de cima, junto com seus filhos Adriano e Fábio e todos os amigos que se foram, estarão ouvindo também estas lindas melodias, uma delas, Lúcia Vânia composição de sua autoria, feita para uma afilhada sua que será interpretada por Dominguinhos.
Em seguida ouviremos outras músicas de seu repertório:
  • Lúcia Vânia (autoria de Zé Fontes)
  • Um Americano em Paris
  • St Love Blue
  • Minha Oração
  • Sempre (chorinho)
  • Os amantes - cantado por Beatriz
  • As Rosas não Falam - cantado por Doxinha
  • Regra Três - Cantado por Beatriz, Doxinha e Tânia
  • A apresentação foi muito emocionante, trouxe boas recordações a todo público presente, composto por amigos e familiares que gostavam de ouvir Zé Fontes tocar. 

Caros internautas

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