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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Maria Beatriz Gadelha Fontes Pereira


Maria Beatriz Gadelha Fontes Pereira nasceu em Sousa – PB, em 1º de agosto de 1940. Filha de José Gadelha Fontes e Maria do Socorro Gadêlha Fontes, de família tradicionalmente política. 
Fez o antigo Curso Primário (Ensino Fundamental – até a 4ª série) na sua cidade natal. Fez o Exame de Admissão e o 1º Ano Ginasial (6º ano do Ensino Fundamental), no renomado Ginásio “Cristo Rei”, em Patos - PB, onde iniciou seus estudos de piano.
Até os 13 anos de idade viveu sua infância e adolescência em Sousa-PB, onde participou das Pastorinhas realizadas no mês de dezembro, grupo criado por sua avó paterna, Ana Gadelha Fontes. Todas as noites durante o mês de maio Beatriz vestia-se de anjo para as novenas, e no dia 31 de maio, coroava Nossa Senhora dos Remédios, a padroeira de Sousa.
Teve uma infância muito feliz em sua terra natal. Quando fez 14 anos de idade, seus pais mudaram-se para Floriano – PI, e ela deu continuidade aos estudos no Colégio “Santa Teresinha”, onde matriculou-se para cursar a 6ª série (7º ano).
Nessa época o Colégio “Santa Teresinha” funcionava onde hoje fica o Armazém Paraíba, e o diretor e proprietário era o Dr. Sobral Neto. Ela conta que ficou detida em Inglês, pois na Paraíba a língua estudada era o Francês, e ela sentiu muita dificuldade com a mudança.
Com a fundação do Ginásio Primeiro de Maio, por aconselhamento de Dr. Tibério, amigo de seu pai, ela foi transferida para lá. Filha de músico, de família de músicos, ela também herdou o gosto e o talento para esta arte, e como já havia estudado piano por dois anos, e aqui em Floriano não encontrou professora para tal instrumento,  resolveu então estudar acordeom com Socorro Demes.
Em 1959 seu pai mandou-a estudar em Natal – RN, no Colégio “Nossa Senhora das Neves”, escola também muito renomada, onde deu continuidade às aulas de música, em um curso intensivo (cursou 3 anos em um, devido a base que já possuía).  
Em 1960 voltou para Floriano e concluiu seu Curso Ginasial no Colégio “Primeiro de Maio”. Em 1961 casou-se com Wilson Pereira e foi morar em Brasília, ficaram lá dois anos e voltaram para Floriano em 1963.
            Aqui chegando retornou aos estudos, matriculando-se na Escola Técnica de Comércio de Floriano, cuja diretora e proprietária era a  Drª. Josefina Demes.
Em 1971 assumiu seu primeiro emprego cuja função era Auxiliar de Secretária no Colégio “Lindolfo Uchoa.” Em 1975 assumiu a vaga de Secretária Geral do Complexo escolar de Floriano.
Em 1977 foi aprovada no vestibular para Educação Física, na Escola Superior de Educação Física do Pará. Lá cursou Licenciatura Curta e, na UFPI – Universidade Federal do Piauí, complementou a Licenciatura Plena em regime de férias na capital do estado.
Fez pós-graduação em Gerenciamento Educacional pela UECE – Universidade Estadual do Ceará, em convênio com a UESPI- Universidade Estadual do Piauí.
Foi nomeada por Dirceu Arcoverde como Coordenadora de Educação Física do 2º Grau (Ensino Médio) do Colégio Estadual “Osvaldo da Costa e Silva”. E em 1978, assumiu a direção dessa mesma escola, na qual permaneceu durante 5 anos.
Em 1983 assumiu a direção da Escola Técnica Calisto Lobo – PREMEM, onde ficou mais 5 anos. Todos que a conheceram mais intimamente, sabem que o PREMEM era sua grande paixão. Cuidava dos desfiles de 7 de Setembro com tanto empenho, tanto amor e carinho que conseguia envolver todos da escola, alunos funcionários e professores. Havia vigílias cívicas, bem dinâmicas, e a banda marcial era o orgulho da escola e, especialmente, da direção que vibrava entusiasmada após cada desfile. Mas com a mudança de governo, Beatriz foi exonerada o cargo, pois o governador eleito era seu adversário político.  E ela foi colocada à disposição do Colégio “Sobral Neto” por solicitação das diretoras Ivone Demes, Eva Macedo e Janete Soares, onde ficou por um ano na Coordenação de Educação Física e como professora de 2 turmas.
Em 1988 José Leão foi eleito Prefeito do Município pela 1ª vez e convidou-a para a Secretária Municipal da Educação e Cultura.  Nessa época Secretaria da Educação Municipal era vinculada à Cultura.
Nesse mesmo período foi instalada a UESPI que funcionou na Escola Normal "Osvaldo da Costa e Silva"  (turno noturno)- da qual ela foi diretora. 
No início de 1992 por solicitação do Governador do Estado, Freitas Neto e do Secretário Estadual de Educação, Átila Lira, ela (mesmo não sendo o seu desejo), assumiu o cargo de Diretora Regional da 10ª DRE (atualmente Superintendência da GRE - 10ª Regional de Educação) permanecendo no cargo até o término do mandato do então governador.
Porém, como as indicações são políticas, em cada mudança de governo, há mudanças nos cargos e, assim, mais uma mudança ocorreu em sua carreira, pois seu partido perdeu as eleições e Beatriz deixou o cargo de Diretora Regional da Educação, tirou sua Licença Prêmio acumulada e em seguida, deu entrada em sua aposentadoria.
Mas quis o destino que nas eleições de 1999, José Leão fosse novamente eleito, e pela 2ª vez, convidasse a professora Beatriz para a Secretaria Municipal da Educação e sendo assim, a partir de 2000 ela voltou para a Secretaria, onde permaneceu durante o 2º e 3º mandatos de José Leão.  Portanto, ela foi Secretária Municipal da Educação por 3 mandatos.
Por ter sempre gostado de Carnaval, ter fundado blocos, quadrilhas e outros eventos culturais e está sempre contribuindo com a Cultura, ela foi durante esse período, o enredo de escola de samba junto com a professora Rubenita, uma homenagem muito justa, da Escola de Samba Vira-Virou, como podemos conferir na fotografia da página seguinte. 
              Em suas gestões, Beatriz procurou a melhoria do Ensino das Redes Estadual e Municipal do Ensino deste Município, terra que não lhe viu nascer, mas que ela ama como se fosse sua Terra Natal, pois foi aqui que viveu sua juventude, construiu a sua família, construiu sua identidade e criou as suas raízes. 
Em sua gestão como Secretária Municipal desenvolveu vários projetos,  alguns mantidos exclusivamente pelo Município, outros com a ajuda do Governo Federal como, por exemplo:
·         Programa Menino na Escola – cujo objetivo era matricular todas as crianças e jovens para evitar que ficassem nas ruas, sujeitos à exploração do trabalho infantil e das drogas.
·         Programa Escola Plural – com o objetivo de para estimular o desenvolvimento dos alunos das camadas populares, respeitando os diferentes ritmos de aprendizagem. Participaram da implantação deste projeto os professores: Iara Noleto, Luis Paulo Oliveira Lopes e Lourdinha Lopes.
·         Programa Aluno Fardado –  objetivava oferecer fardamento aos alunos carentes da Rede Municipal.
·         Projeto Carnaubeiras – tinha o objetivo de oferecer oportunidade aos alunos uma aprendizagem técnica-prática em agricultura e pecuária, preparando-os para o mercado de trabalho.
·         Programa Volta a Escola – Cujo objetivo era combater a evasão escolar.
·         Projeto Forma – objetivava promover atividades artísticas e culturais desenvolvendo artes cênicas, rítmicas e musicais.  Desenvolvido pela professora Nésia.
·         Projeto Atleta do Futuro – para desenvolver o psicossocial e físico de crianças e adolescentes da Escolinha de Futebol e de Karatê, visando a iniciação dos mesmos na prática esportiva. Desenvolvido pelo saudoso Pompeia.
·         Projeto Arte Musical – para incentivar as crianças e adolescentes a apreciação da música, prepará-las e integrá-las à Banda de Música “Maestro Eugênio”.  Desenvolvido pelo maestro Francisco Haroldo.
·         Projeto Escola Popular de Arte – oferecia grade com 4 modalidades de cursos: música, teatro, dança e capoeira. Desenvolvido por César Crispim.
·         Programa Socializar: AABB Comunidade (em parceria com o Banco do Brasil) – oferecia atividades integradas nas áreas de reforço escolar, saúde, cultura e desporto. Desenvolvido pelo professor Joseval Cunha.
·         Programa Transporte Escolar – para atender alunos carentes, viabilizando o acesso dos mesmos às escolas da sede ( onde não havia o ensino fundamental),  parceria com o Governo.
·         Programa Videoteca – para manter o acervo de programas como TV Escola, entre outros. Coordenado pela professora Raimunda Paiva Neta.
·         Programa Biblioteca Ativa – para incentivar o gosto pela leitura e pesquisa. Participação de Mª José Medeiros, Neusa Rodrigues.
·         Programa Criança Boa Visão – apoio do Governo Federal,, para oferecer óculos e exames oftalmológicos aos alunos com dificuldades de visão. Coordenação de Raimunda Paiva Neta.
·         Programa Merenda Saudável – ajuda do Município atingindo 100% sobre o valor recebido do FNDE. Coordenação de Neusa Rodrigues e Elizabeth.
·         Programa Despertando Talentos – para resgatar a cultura popular regional através de festivais de sanfoneiros, competições esportivas e shows de calouros, entre outros, valorizando a cultura local. Desenvolvido por Renato Costa.
·         Programa Alfa e Beto – projeto piloto de alfabetização coordenado pela professora Fátima Marques.
·         Estratégia Metodológica da Escola Ativa – implantado inicialmente em 5 escolas da zona rural, em parceria com o Estado e o FUNDESCOLA. Sob a responsabilidade da professora Lúcia Gonzaga.
·         Projeto Florescer – visava o desenvolvimento da linguagem oral e escrita nas diversas formas de cálculo, visando estimular os aspectos físicos emocionais sociais e cognitivos. Desenvolvido pela psicóloga Liana e a professora Nely Vieira.
·         Programa Sala de Apoio Pedagógico – para trabalhar com alunos com alguma experiência escolar, mas com pouca produtividade. Desenvolvido por Liana, Ney Vieira e Aparecida Torres.
·         Programa Saber Para Viver – oferecia cursos de alfabetização para adolescentes. Desenvolvido pela professora Lúcia Pinto.
·         Projeto Revivendo a História do Município – para resgatar através da lembrança construída por pessoas da cidade e do interior, alguns aspectos da história.
·         Kit Escolar – distribuição de material escolar para alunos carentes da Rede Municipal.
·         Programa Natação e Saúde – para oferecer a oportunidade de natação às crianças e adolescentes da Rede Municipal. Desenvolvido no Colégio “Santa Teresinha.”
·         Projeto Criança Feliz – oferecido ás crianças da Creche “Eduardo Neiva”. Atendimento psicomotor, saúde, recreação, orientação, lazer e atividade cultural.
·         Creche Comunitária – atendia crianças na faixa etária de 3 a 5 anos de idade, em parceria com as famílias, prestando atendimento médico, odontológico, recreação orientada, desenvolvimento psicomotor, alimentação, integração e assistência social.
·         Programa Iniciação à Informática – para as crianças e adolescentes da Rede Municipal. Iniciou na E. M. “Dona Aleluia”, com 4 computadores, depois foram adquiridos mais 10. Sob a responsabilidade da professora Edna.
·         Programa Valorização Profissional – objetivava elevar o nível de formação dos professores através de convênios com a UESPI e UFPI, proporcionando Graduação Superior.
·         Programas de Formação Continuada – PCN em Ação. Sob a coordenação de Lúcia Gonzaga e Umbelina Marçal Gadelha (zona rural), e de Lúcia Pinto, Ludgero Furtado, Nely Vieira, Raimunda Paiva, Fátima Marques entre outras (zona urbana).

Tomou parte como Secretária da Educação das seguintes construções e implantações:
·         A ampliação da sede da Secretaria, a construção do auditório Mercês Bessa na SEMED (capacidade para 80 pessoas).
·         Criação da Banda de Música “Maestro Eugênio” e da Sala de música “Mestre José Fontes” (para a Banda e aulas de música)
·         Criação da Coordenação e das Salas de Coordenação Pedagógica
·         Aquisição da casa da Prof.ª Emília Martins para a instalação da Biblioteca Pública Municipal “Prof.ª Emília Martins”
·         Construção da Creche Eduardo Neiva. Criação de 13 creches.
·         Negociação do CAIC com o Governo Federal para funcionamento da Escola Municipal “Raimundinha Carvalho”
·         Implantação do Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série, na zona urbana e rural.
·         Qualificação de professores leigos, através do PROFORMAÇÃO (parceria com os Governos Federal e Estadual)
·         Criação do Coral Municipal “Os Bem-te-vis”, sob a coordenação da professora Lourdinha Lopes.
·         Curso de Licenciaturas para os professores do município (em convênio com a UESPI e UFPI).
·         A construção de 27 escolas (zona urbana e zona rural) e quadras de esporte em algumas delas
·         Instalação Box do Banco do Brasil, também na SEMED. 

A POLÍTICA

Está no sangue dos Gadêlha o entusiasmo pela política, e Beatriz Gadêlha herdou esta paixão. Sempre participou da política ativamente como esposa, pois seu marido foi Vereador e Vice-Prefeito do Município, depois foi a sua vez de também candidatar-se a uma vaga para a Câmara Municipal.
Como partidária que sempre foi, candidatou-se a Vereadora pelo PFL, obtendo um total de 520 votos, mas devido a legenda de seu partido, não conseguiu eleger-se. Mas segundo ela mesma diz, valeu o aprendizado. Foi mais uma experiência em sua vida e, ela afirma que não se repetirá jamais. Pois diz que não sabe pedir votos para si, gosta de pedir mesmo é para seus candidatos.
Beatriz é uma mãe dedicada, voltado para os filhos; uma avó participativa, extremada, “mãezona”; irmã cuidadosa e carinhosa. É uma esposa amiga,  companheira, leal e apaixonada _ e isso ela mostra bem quando canta a sua música predileta: “Pecado”. Como amiga ela é ideal, pois além de solidária, boa ouvinte e leal, ela põe a amizade acima de tudo.
Desde criança esteve ligada à cultura. Aprendeu com sua avó paterna a criar os dramas, representar, cantar, e a valorizar a cultura popular. Depois que ceio morar no Piauí, deu continuidade ao que havia aprendido lá na sua Terra Natal.
São de sua iniciativa e também de alguns membros do grupo do qual ela fazia parte os seguintes eventos: O Clube dos Sete, O Bloco dos Casados e As Quadrilhas Juninas. Além disso, organizou nas escolas: Pastoris, Reisados, Desfiles e outras manifestações culturais.

DEPOIMENTOS DE BEATRIZ

Bloco dos casados

 Criamos o “Bloco dos Casados” e convidamos outros casais para fazer parte como: Filadelfo Castro e Ivanilde, Dimas Fontes e Sonia, Pedro Neiva e Doxinha, José Wilson Carneiro e Luiza, Salomão Aires e Jesus, Chico Pereira e Zalina, Valdir e Nair, Nilton Camarço e Iolanda, Pauliram e Vera, Camilo e Lais, Manoel Simplício e Socorro.
E, além destes, em alguns anos brincaram conosco: Osmar Amaral e Lêda, Edilson Amaral e Marodí, Wagner G. Fontes e Umbelina M. Gadelha (nos dois últimos anos).
Sábado de carnaval às 10 horas da manhã iniciávamos a nossa brincadeira com papai (Zé Fontes), meus irmãos e Paganini tocando no Bar do Chico Gabriel que era vizinho às “Casas Pernambucanas”, onde Anésio Batista era gerente.
Os amigos de papai: Dr. Tibério, Dr. Amilcar Sobral, Edmundo Gonçalves, Pedro Attemal, Antonio Moreira, Inácio Ferrer, Solon Miranda, João Luiz Guimarães, Alderico Guimarães, seu Ramos, Justo Urquiza, Bernardino Viana e Antonio Anísio, chegavam cedo e só saíam à tardinha quando a gente ia para casa, tomar banho e vestir as fantasias para continuarmos a brincadeira no clube.
Reuníamos-nos na casa de um dos membros do “Clube dos Sete “para o aquecimento que era regado à caipirinha. Quando chegávamos ao clube Orlando Peixoto (cantor da Banda “Os Iguais”), via o nosso estandarte e cantava o nosso hino para o bloco entrar no salão. “Quem disse que casado não brinca / casado é quem pode brincar...” O Fábio meu irmão mais novo, era rapazote e algumas vezes, entrava levando o estandarte.
 Aí nós tomávamos conta do salão, dançávamos a noite toda.  No Comércio Esporte Clube, tinha uma parte no meio do Clube que era descoberta. Quando chovia tinha duas bicas uma em cada canto, alguns dos brincantes iam para a parte coberta, mas eu, Marinice, Renê, Socorro, Ivone, Wilson, Pedro e Doxinha, íamos mesmo era para debaixo da bica, todo mundo suado e graças a Deus nunca adoecemos por isso.
Na quarta-feira de cinzas, o último dia de Carnaval, “Os Iguais” desciam às 6 horas da manhã para a beira-rio (carnaval também acontecendo lá). Eles iam tocando na frente e nós todos dançando atrás. Quando chegávamos lá na avenida todos nós mergulhávamos no rio (de fantasia e tudo, só tirávamos as sandálias). Ai Orlando cantava: “Quem parte leva saudade de alguém que fica chorando de dor...” todo mundo cantava eles, nos despedíamos daquele carnaval, eles iam embora e nós também para aguardar o ano seguinte.

CLUBE DE REGATAS DE FLORIANO

Floriano era uma cidade pacata, calma, cheia de alegria e animação. Naquela época a distração era preparar frito e tomar cerveja no cais beira-rio, ao lado do Flutuante, apreciar a lua sair, conversar, banhar de rio e sonhar com as festas que iriam acontecer.
Os maiores eventos da época eram: As Regatas de Férias de Verão, as Festas Juninas, o Carnaval, as grandes Festas das Mães e o Réveillon realizado no CEC – Comércio Esporte Clube e no Floriano Clube. Além destas havia também os festejos de São Pedro de Alcântara e de Nossa Senhora das Graças.
Além disso, nós inventávamos lugares para nos distrairmos, como por exemplo, o Comércio Esporte Clube, construiu na sua sede uma piscina linda, e a noite, nós íamos para lá, sonhar e conversar. Bons tempos! Tudo muito ingênuo.
No mês de julho, um grupo de amigos organizava uma “Regata” (corrida de canoas a vela, remo e vara). A Regata largava do cais do porto e a chegada era no Pateta (fazenda do senhor Pedro Carvalho).
Os participantes formavam duplas representadas pelos seguintes jovens: João Carlos Ribeiro Gonçalves, José Wilson Pereira, Pedro Attem Filho, João Alfredo Gaze, Abdala Zarur, Jafran Frejat, Carlos Martins, Gabriel Kalume, Gilmar Sobral, Defala Attem, Hélio Castro, Gilvan Sobral, Chico Pereira, Pedro Neiva, Cicinha e Haroldo Castro.
Na largada era aquela confusão quando uma canoa era desclassificada, pois tinha uma medida certa. Lembro-me ainda da 1º Regata, cujo vencedor foi a dupla Wilson Pereira e Pedro Attem, e a madrinha foi Zilma Castro, filha de Dr. Gonçalo Castro que tinha vindo passar as férias, pois estudava no Rio de Janeiro. 
Após a chegada dos barcos havia churrascos e brincadeiras. À noite era a festa no Floriano Clube para a entrega de Troféu com a presença da Miss Piauí do ano. Lembro-me da primeira miss que eles trouxeram, Teresinha Alcântara, uma das Misses mais bonitas que o Piauí já teve. Muita gente vinha a Floriano nessa época para participar dessa festa, inclusive todos os florianenses que estudavam fora.
 Aí os rapazes resolveram ter sua própria sede. Compraram o terreno e construíram uma sede provisória com bar, quadra de esporte (chão de barro batido) e dancing coberto de palha. As mesas e cadeiras foram adquiridas e distribuídas em baixo das mangueiras. Aos domingos realizavam bingos e churrascos e o Clube de Regatas era muito frequentado pela sociedade florianense.
Lembro-me que João Carlos era o presidente e ele dizia que tinha mandado fazer a planta da sede com uma torre para colocar um sino para que o ouvissem até em Amarante.
Foram momentos lindos de muita alegria, muitos foram embora e hoje só existe o terreno e muita saudade de um bom tempo, da juventude que tão veloz passou.

CLUBE DOS SETE

Todos nós éramos recém-casados, cheios de energia, ainda sem filhos, por isso tínhamos tempo sobrando e, nos reuníamos todas as noites na casa de um casal para jogar buraco.
Conversa vai conversa vem, surgiu a ideia de criarmos um clube ao qual demos o nome de “Clube dos Sete”, pois éramos 7 casais: Wilson Pereira e Beatriz, Gilberto Martins e Ivone, Roberto e Luiza, Gabriel Kalume e Geisa, Renê Veloso e Socorro, Pedro Attem e Marinice, Antônio Lisboa e Naila.
Reuníamo-nos na casa dos sócios, todas as noites às quintas-feiras para jantarmos. O menu era organizado pelas mulheres e cada casal levava um prato e refrigerante. Cada casal anfitrião, tinha o direito de convidar 2 casais fora os sete, para o jantar. E foi assim que outros casais foram entrando Laize, Constantim Salha e Lourdinha, Dr. José Gonçalves e Jesus, Bucar e Salomé. Com correr do tempo, em vez de 7, já éramos 13, mas o nome continuou o mesmo, ou seja, Clube dos Sete.
Quando os estudantes filhos de Floriano chegavam para as férias, principalmente os Kalume Olga, Mercês, Goreth e Paulo, organizavam jogos de vôlei à noite na AABB e sempre nos convidavam (o nosso time) para jogar com eles. Ah! e faziam também o Reisado do qual nós também participávamos.
O nosso time de futebol era convidado a jogar em outras cidades como São João dos Patos – MA e Guadalupe – PI, e as esposas formavam a torcida organizada.
Inesquecível também para nós  foram os muitos piqueniques na beira-rio, nas fazendas de amigos subindo o rio de canoa e no açude Mário Bezerra. Tínhamos muita resistência.
Mas além de nos divertirmos também fazíamos muitas promoções para ajudar pessoas carentes em dificuldades.

Quadrilha dos casais

            
 Essa mesma turma também criou a Quadrilha dos Casados que começava com os ensaios em maio e iniciava oficialmente em 1º de junho. Éramos convidados para dançar, em várias casas de famílias de Floriano. Os convites eram tantos que havia noites em que dançávamos em 3 casas diferentes. Ofereciam-nos feijoada, paçoca, ‘maria izabel’, chá de burro, bolo de milho, pipoca, amendoim, churrasco e outras variadas guloseimas.
 O encerramento das quadrilhas era no dia 2 de julho na Igreja de Nossa Senhora das Graças, no bairro Ibiapaba. Éramos convidados pelo frei Vicente para nos apresentarmos lá. Lembro-me que em 1972, eu estava no oitavo mês de gestação de meu segundo filho (Fernando) e fui a noiva da quadrilha. Brinquei pesada e muito animada, porém, no dia 2 de setembro Fernando nasceu, sadio e lindo pesando 4,100 kg.
Formávamos um grupo muito unido. Naquela época poucas de nós trabalhávamos fora, e o dinheiro somente dos maridos não era muito, mas administrávamos bem, pois dava para tudo.
 Com o passar dos tempos, os filhos foram chegando, e a necessidade de trabalharmos fora também. Alguns casais foram embora de Floriano, trabalhar em outras cidades, outros saíram para estudar, inclusive eu, que em 1977 fui fazer faculdade em Belém-PA. Quando voltei, tive que trabalhar 3 turnos, assim como a minha amiga e comadre Ivone Demes, ai acabou-se o “Clube dos Sete”, o “Bloco dos Casados” e a “Quadrilha dos Casais”.
Hoje só nos resta relembrar com alegria e saudade daquele tempo maravilhoso que marcou a nossa juventude.
Com o tempo, você vai percebendo que o mias importante na vida, são os momentos: felizes, marcantes, emocionantes. E cada momento é único, precisa ser ao máximo aproveitado, vivido, compartilhado com aquelas que estão sempre ao seu lado. Percebe que em seu coração não pode ter espaço para rancor, comporta apenas perdão. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.  O segredo é cultivar o amor.



Mulher especial

Bela no exterior e majestosamente linda
Em seu interior.
Alguém de quem jamais se esquece.
Tem um quê que atrai, anima, fascina e ilumina
Reluzente estrela-guia com plena magia.
Irmã carinhosa, compreensiva, companheira. Mãe guerreira,
Zelosa, amiga, amorosa, generosa, verdadeira, afetuosa.

G
ente da gente. Uma amiga generosa.
Abraça o sofrimento do próximo com
Deus a criou anjo e mulher
E colocou-a aqui para ser assim como é:
Leal. Fraterna. Desprendida. Serena
Harmonia, simplicidade, paz e alegria.
A carismática Biá, é marca registra de humanidade.

Formidável esposa, mulher especial.
Ombro que ampara... Mão que agasalha.
Ninho de amor que amizades semeou.
Ternura intensa, calor de mulher integral.
E assim, quem a vê pequenina, nem imagina
Seu poder. Sua eficácia. Sua coragem e altivez.

Porto seguro que aos seus aponta a direção
E
spalhando a verdadeira essência da vida, a paixão.
Revigorante bálsamo renovador.
Entusiasta afaga irmãos em aflição.
Intensa em seu amor infindo. Segue em frente sorrindo.
Resistente. E como o próprio nome diz
Aquela que aos outros faz feliz... É Beatriz.

Mª Umbelina Marçal Gadelha – 27/07/2010

Caros internautas

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"A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta" Fernando Pessoa

Importante

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Caso alguém seja autor de algum texto ou imagem contida neste blog, e não tenha sido creditada a sua autoria por meu desconhecimento, agradeço que me contatem imediatamente a fim de serem dados os devidos créditos.

Extrato de amora

De todas as postagens feitas aqui, o extrato de amora é a que é mais vista e mais comentada. Realmente há muitos depoimentos favoráveis ao extrato de amora, portanto, sinta-se a vontade para conhecer um pouco sobre os seus benefícios.
Quantos agoras perdemos esquecendo que o risco pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas... O medo que nos impede de sermos ousados agora, também está nos impedindo de vermos a linda pessoa que podemos ser. (Clarice Lispector)