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segunda-feira, 11 de junho de 2012

DADOS BIOGRÁFICOS DE FREI ANTONIO CURCIO



Nasceu na Itália, na cidadezinha de Montefalcone di Val Fortore, no dia 10 de julho de 1920, de um casal muito querido: ele, Michele (Miguel) Curcio, respeitado pela sua justiça; ela, Genoveffa (Genoveva) Valénzio Curcio, pela sua inteligência e sua liderança na comunidade.            
Nasceu na Itália, na cidadezinha de Montefalcone di Val Fortore, no dia 10 de julho de 1920, de um casal muito querido: ele, Michele (Miguel) Curcio, respeitado pela sua justiça; ela, Genoveffa (Genoveva) Valénzio Curcio, pela sua inteligência e sua liderança na comunidade.            
  Desde o ano de 1936 tinha começado uma intensa preparação para o Sacerdócio cursando Filosofia e Teologia na cidade de Benevento. Foi necessária muita garra e muita força de vontade, pois os tempos eram difíceis por causa da 2ª guerra mundial. E, em 19 de março de 1943, em plena guerra, tendo terminado seus estudos com 6 meses de antecipação, foi ordenado Sacerdote na Capela particular do Arcebispado de Benevento.
Cantou o hino de agradecimento ao Senhor por tudo que recebeu de Deus e da Ordem Franciscana.                    Agora era o momento de retribuir. Seus superiores, logo depois da Ordenação Sacerdotal, enviaram-no à cidade de Paduli, como Mestre , no mesmo Colégio Seráfico onde ele foi acolhido em 1931. O Colégio era o início da 1ª etapa da preparação dos adolescentes que pretendiam entrar na Ordem Franciscana: preparação cultural (freqüentando o curso ginasial), preparação social e preparação religiosa.  Poucos anos depois o Colégio foi transferido para a cidade de Airola e ele seguiu junto. Dedicou-se com afinco à sua tarefa como Mestre, em seguida como Vice-Diretor e por fim como Diretor. Sua tarefa era de bastante responsabilidade, pois precisava cuidar da administração, da alimentação (muito difícil porque era tempo da 2ª guerra mundial), do acompanhamento espiritual e do ensino. Assumiu para si o ensino de várias disciplinas, nas quais estava bem preparado: latim, grego, francês, matemática, história, geografia, música e canto.
            Após o curso ginasial no Colégio e o ano de experiência no Noviciado, os jovens freqüentavam, numa segunda etapa, o liceu (correspondente ao nosso ensino médio atual) em outro centro de estudos na cidade de San Martino Valle Caudina, distante cerca de 14 Km. Deslocando-se 3 vezes por semana, partindo de Airola, ensinou física, química e biologia aos Franciscanos que ali estudavam em preparação ao Sacerdócio.
            Ao longo destes anos o Frei Antonio mostrava, além da sua cultura, grande capacidade de organização. Os superiores então requisitaram-no para um cargo de maior confiança: confiaram-lhe a Secretaria da Província. Durante 9 meses teve sob sua responsabilidade a organização, o arquivo e a comunicação da Província Religiosa Franciscana de Nª Sª. das Graças de Benevento.
            No ano de 1960, com 40 anos de idade, acolhendo o chamado de Deus para as Missões, embarcou para o Brasil.
            Na confluência dos rios Tocantins e Araguaia estava sediada a Prelazia (isto é: Diocese em formação) de Tocantinópolis, confiada aos Padres Orionitas. O Frei Antonio ficou emprestado ao Bispo Dom Cornélio Chizzini para auxiliá-lo nos trabalhos pastorais.
            A menos de 40 Km da cidade de Tocantinópolis, sede da Prelazia, estava localizada uma tribo de índios Apinajés, com cerca de 90 habitantes, aos cuidados do SPI (Serviço de Proteção aos Índios, a FUNAI da época). O Frei Antonio se aproximou deles, visitando-os constantemente, ajudando-os em suas necessidades, estudando sua organização tribal e social, sua religião, sua maneira de pensar e agir, suas expressões culturais, especialmente as danças, que marcam o dia a dia e os acontecimentos anuais. Ficou encantado com tanta riqueza. Estimulava-os a não perder sua identidade, seu folclore, sua organização tribal, sua maneira de viver sem descuidar das melhorias especialmente quanto à saúde. Como reconhecimento de sua amizade e seu trabalho os índios, num ato que não acontecia  na aldeia havia 30 anos, resolveram dar-lhe o nome, isto é, o adotaram como integrante efetivo (e não apenas honorário) da tribo, recebendo o nome de Kangutchú Tulgaplé ´Nguklúa. A partir daquele dia nunca mais o chamaram de Frei Antonio e sim  Kangutchú.
            O território da Prelazia de Tocantinópolis  era muito extenso e compreendia vários municípios distantes entre si. Pesquisando a situação social, religiosa, educacional, especialmente do povo do interior, o Frei Antonio ficou pasmo. Percebeu que era necessário e urgente fazer algo. Perguntou-se: haveria a possibilidade de fazer algo para melhorar a situação? Resolveu elaborar um projeto pioneiro na época: o ensino a distância pelo rádio. Discutiu o projeto com o Sr. Bispo, que deu total apoio.
            Mas não havia rádio na cidade!
            Por conhecer profundamente a eletrônica, assumiu a tarefa da construção da emissora da cidade, destinada ao ensino a nível primário e ginasial, à comunicação, ao esporte e ao noticiário local, nacional e internacional. Por não possuir nada a não ser terreno para a construção do prédio, tijolos e cal, lançou uma campanha de arrecadação do necessário para a realização do prédio: piso, forro, telhado, portas, janelas, tintas, etc. Claro que o indispensável era  o material eletro-eletrônico para a construção do transmissor, da console dos estúdios, microfones, toca–discos profissionais, receptores de comunicação, de uma reserva de resistores, condensadores, etc. A campanha foi totalmente realizada em São Paulo, visitando firmas, indústrias e lojas, graças ao considerável relacionamento e amizades  de seu irmão maior Nicola, que morava na cidade de São Paulo desde o ano de 1926. Muitas vezes literalmente chorou  frente a aceitação e disponibilidade dos habitantes de São Paulo.
            Conseguiu totalizar 14,5 toneladas de materiais. Mas como transportar tudo até Tocantinópolis, a mais de 2000 km de distância pela BR 14, a estrada Belém-Brasília, estrada apenas rasgada no terreno e na floresta , cheia de buracos e muitos Km de areal perigoso?
            O milagre aconteceu: a Força Aérea Brasileira colocou a disposição um avião C 30 (o famoso Hércules da 2ª guerra mundial!) que efetuou o transporte.
            Graças a Deus! Agora é só iniciar a montagem no lugar e entrar em operação!
            Mas, os projetos de Deus são diferentes dos projetos dos homens. E Deus mudou a caminhada do Frei Antonio!
            Em 1966 a Província Franciscana de Benevento, situada na Itália, assumiu com o Bispo de Oeiras, Dom Edilberto Dinkelborg, o compromisso de abrir uma Fundação Missionária na Diocese de Oeiras-PI.
            Para manter os primeiros contatos, em 1966 o Frei Antonio acompanhou o Superior Provincial Frei Querubim que veio da Itália para conhecer o lugar e estabelecer os primeiros entendimentos.
A partir deste momento a vontade de Deus se manifestou claramente e mudou completamente o futuro do Frei Antonio. O Frei Querubim, como Superior Provincial do qual o Frei Antonio dependia, mandou que ele se transferisse de Tocantinópolis a Floriano para iniciar a construção do Convento Franciscano da Ibiapaba, sede da futura Fundação Missionária. Argumentou, com propriedade, que era uma bênção de Deus dispor de alguém que já conhecia a língua, o povo, as dificuldades e as facilidades do lugar. Era necessário dispor de um ponto de apoio para poder mandar os primeiros missionários com um mínimo de segurança e não ao Deus-dará.
Foi um momento de prova para o Frei Antonio: deixar a realização da Rádio Tocantinópolis, projeto ao qual tinha dedicado sua vida, logo na hora final e conclusiva? Ele meditou muito, mas o voto de obediência falou mais alto: comunicou ao Sr. Bispo Dom Cornélio a decisão do seu superior e sugeriu que, como já estava quase tudo pronto, outro técnico experiente poderia completar a montagem.
O Frei Antonio chegou em Floriano em fevereiro de 1967 e imediatamente iniciou a construção do Convento. Desenhou a planta, vestiu o macacão, juntou-se aos pedreiros e, após um ano, em 1968, as primeiras dependências estavam prontas e ele, cheio de emoção, acolheu os primeiros Confrades que chegaram da Itália: Frei Vicente, Frei Mariano, Frei Generoso, Frei Antonio Carmelo que logo se engajaram no trabalho pastoral paroquial. A Fundação Missionária Nª Sª das Graças tornou-se realidade!
O Frei Antonio tinha e tem a educação no sangue. Durante o ano de 1967, enquanto estava construindo o Convento da Ibiapaba, efetuou uma pesquisa abrangendo a evolução de Floriano no período de 1940 a 1960, focalizando especialmente a educação. O resultado da pesquisa o convenceu a criar um centro que mudasse o tipo de educação vigente naquela época. Era necessário olhar a criança e o jovem como pessoa, tendo como base a família, a sociedade, a religião e uma sólida cultura, desenvolvendo as potencialidades e habilidades de cada um. Fundou assim o Colégio Industrial São Francisco de Assis e iniciou as aulas no mês de abril de 1969. A aceitação por parte da comunidade foi grande e os órgãos educacionais do Piauí: a Delegacia Regional do Ensino, o Conselho Estadual, a Secretaria de Educação, se manifestaram dando o maior apoio à filosofia educacional preconizada pelo Colégio Industrial.
O acompanhamento do aluno e preparação como cidadão é esmerada. O nível cultural é alto. Os resultados vão muito além do normal. Na comunidade de Floriano e de outros municípios são muitos os ex-alunos que atuam como médicos, engenheiros civis e eletrônicos, arquitetos, geólogos, cientistas, professores, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, jornalistas, juízes, líderes políticos, bioquímicos, advogados, contadores, economistas, agrônomos, administradores de empresas, farmacêuticos, nutricionistas, biólogos, padres. Esta listagem é rigorosamente verdadeira, de acordo com documentos guardados no arquivo do Colégio.
A estrutura é notável: três blocos com área construída de cerca de 1600 m2  e uma quadra de esportes que é um verdadeiro estádio de 1500 m2 com arquibancadas para 3.000 pessoas sentadas.
A atuação do Frei Antonio não se limita somente ao Colégio Industrial: ensinou Didática Geral e Física na U.E. Osvaldo da Costa e Silva e por 10 anos lecionou Física e Religião no Campus Universitário Amílcar Sobral.
Seu nível cultural e profissional é muito alto. No Brasil possui os registros das seguintes disciplinas: Teologia, Filosofia, Psicologia, Física, Ciências Físicas e Biológicas, Eletricidade, Eletrônica, Desenho Técnico, Didática Geral, Fundamentos Filosóficos da Educação, Fundamentos Psicológicos da Educação além de registro de Diretor.
A cidade de Floriano o considera  florianense: em 04 de julho de 1972 foi agraciado com o título de Cidadão Florianense pela Câmara dos Vereadores, em reconhecimento pelos serviços prestados
Em 07 de julho de 1997 foi inscrito pelo Sr. Governador na Ordem Estadual do Mérito da Renascença do Piauí no grau OFICIAL e, no mesmo dia, recebeu do Sr. Prefeito Municipal a Comenda do Município Medalha do Mérito ”Agrônomo Francisco Parente”. Naquela ocasião foi oficialmente lançado o Hino do Centenário de Floriano, cuja música foi composta pelo Frei Antonio com letra de José Expedito Rego, da Academia Piauiense de Letras. A execução foi realizada nos Salões do Comércio Esporte Clube, na presença do Sr. Governador do Estado, do Prefeito Municipal, do Presidente da Câmara, de muitas autoridades civis e militares e de muito povo, pelo Coral Centenário, fundado e regido pelo Frei Antonio.
Ele tem o orgulho de pertencer ao Lions Clube de Floriano, do qual foi Secretário e Presidente por dois mandatos, liderando vários trabalhos comunitários, atingindo especialmente os mais pobres e necessitados.
Como Sacerdote e Franciscano desde a Ordenação o Frei Antonio se dedica à Pastoral da Juventude. É profundo conhecedor da alma humana e prima por justiça. O seu trabalho, o seu dinamismo, a sua dedicação e acima de tudo a sua grande cultura exercem grande influência na juventude e na comunidade, onde tem muito amigos, tornando-a não apenas mais esclarecida, mas mais sábia e mais preparada para a cidadania. E para um Brasil melhor.
No ministério sacerdotal o Frei Antonio trabalha na Igreja Nª Sª das Graças, na Ibiapaba, ao lado do Convento Franciscano que ele começou a construir em 1967. Atua como Vigário Paroquial, auxiliando nos trabalhos paroquiais e pastorais e celebrando a S. Missa todos os domingos.
Seu ministério sacerdotal abrange também o trabalho no Mosteiro do Sagrado Coração de Jesus e da Imaculada, localizado em Floriano, na Rodovia PI 5, Km 3, onde moram as Monjas Concepcionistas Franciscanas. Ali é Capelão Dominical, celebrando a S. Missa pela manhã todos os domingos e atendendo às necessidades das Monjas. A construção do Mosteiro é fruto de sua dedicação. Conhecedor do carisma concepcionista, da vida contemplativa e das necessidades de uma comunidade religiosa, foi o guia para a concepção da planta do Mosteiro, edificado com maestria e gratuidade pelo Eng. Rubens Felipe Demes e graças às campanhas de arrecadação dos materiais de construção lideradas pela Professora Rubenita Ferreira de Souza.
Hoje o Mosteiro tornou-se um oásis de paz e oração, freqüentado por muitos que desejam falar mais intimamente com Deus.
    O cidadão florianense, Frei Antonio Curcio, é também o irmão Kangutchú Tulgaplé ´Nguko, nome recebido dos seus irmãos índios da tribo Apinajés, é sem nenhuma dúvida, um pilar na educação de nosso município.
Contribuiu com o nosso progresso, através de seu trabalho, dedicação, força e determinação. Frei, Educador, Maestro é também compositor e o autor da música do Hino do Centenário de Floriano.

 
Fonte: http://www.acervo.floriano.pi.gov.br/

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