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sábado, 14 de maio de 2011

A televisão

A televisão

De: Arnaldo Antunes/Marcelo Fromer/Tony Belloto
Titãs

A Televisão me deixou burro muito burro demais,
agora todas as coisas que eu penso me parecem iguais
O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida
E agora toda noite quando deito é boa noite querida

O Cride, fala pra mãe

Que eu nunca li num livro que um espirro fosse um vírus
sem cura
Vê se me entende pelo menos
uma vez criatura!

O Cride, fala pra mãe!

A mãe diz pra eu fazer alguma
coisa, mas eu não faço nada
A luz do sol me incomoda, então
deixo a cortina fechada

E que a televisão me deixou
burro, muito burro demais
E agora vivo dentro dessa
jaula junto dos animais

O Cride, fala pra mãe

Que tudo que a antena captar
meu coração captura
Vê se me entende pelo menos
urna vez, criatura.

O Cride, fala pra mãe!

A mãe diz pra eu fazer alguma
coisa, mas eu não faço nada
A luz do sol me incomoda, então
deixo a cortina fechada
E que a televisão me deixou

burro, muito burro demais
E agora vivo dentro dessa
jaula junto dos animais

O Cride, fala pra mãe

Que tudo que a antena captar
meu coração captura
Vê se me entende pelo menos
uma vez, criatura.

O Cride, fala pra mãe!

Eu não faço nada
Deixo a cortina fechada
Muito burro demais
Muito burro demais

Senso crítico

Como cidadã, e principalmente como educadora sinto-me bastante à vontade para discutir, algumas ideias sobre os conteúdos que têm sido apresentados nos programas de televisão.
Aproximadamente em 370 a.C. Platão expulsava os poetas da cidade perfeita e imaginária cuja finalidade seria afastar o cidadão das más influências, de conhecimentos que deformariam os cidadãos e os desviariam do seu papel na sociedade.
Platão questiona na República sobre a sociedade ideal por meio de diálogos sobre leis, interrogando como constituir uma sociedade justa. Como tal sociedade não existe na realidade, os compartes se dispõem a imaginá-la, determinando a sua organização, governo e a qualidade dos seus governantes. Para Platão, a educação (Paideia) seria o ponto de partida e principal instrumento de seleção e avaliação das aptidões de cada um.
Os artistas, ou poetas daquela época também exerciam grande influência sobre o povo, sintetizando ambições como luxo, riqueza e poder. Atualmente acrescenta-se a esses anseios a fama e o glamour a ser adquirido qualquer custo.
Ao falar da poesia, Platão não se refere aos grandes poetas, mas antecipa-se ao que será enunciado na Poética de Aristóteles, pois não é pelo texto ser escrito em verso que deve ser considerado como poesia, apenas isso não basta para determinar o poeta.
Contextualizando não basta aparecer nos meios de comunicação para ser um artista, é preciso ter talento e conteúdo, ética e uma boa formação cultural.
Se Platão vivesse em nossos dias, expulsaria com toda certeza a mídia de sua cidade imaginária.
Sabe-se que a TV tem um amplo poder de abrangência, o que a torna o principal meio de comunicação, pois ela alcança todas as faixas etárias e classes sociais , contudo, a maior parte dos programas que passam na telinha são extremamente apelativos e de mau gosto.
Acho que sou uma espécie em extinção, pois não consigo permanecer imune diante de toda barbaridade que a mídia expõe e nos apresenta como opção de lazer no dia a dia.
É um tremendo desrespeito para com os telespectadores a transmissão de tantas cenas sangrentas, principalmente em horários em que o público é composto por tantas crianças e adolescentes.
Aos domingos você pode trocar de canal demasiadamente e não conseguirá fugir das mulheres siliconadas com nomes de frutas requebrando o bumbum em movimentos sensuais diante das câmeras.
A pauta principal dos canais de comunicação atualmente é apresentar o ser humano como o pior de todas as espécies. O que se ressalta são: os criminosos, os que têm desvios sexuais, os estupros, as drogas, a vulgarização do sexo, as traições, a esperteza na destruição de famílias e lares etc.
Os cantores de sucesso são sempre os mesmos e não precisam saber cantar desde que se requebrem repetindo um refrão sem nexo, mas com muita alusão ao sexo.
As novelas ultrapassaram os limites do bom senso. Os autores perderam a noção e acham que contar uma boa história é criar vilões nunca vistos nos meios de comunicação de massa. Jamais se assistiu a tanta violência na televisão como nos dias atuais. Banalizaram-se os atos de violência, bandidagem, cenas eróticas e até beijo gay exibidos em nossas salas de visitas para um público de crianças e adolescentes que não possui maturidade para fazer uma reflexão e sofrem todas as conseqüências dessa exposição desmedida.
Algumas pesquisas demonstram que a mídia desempenha conseqüência nociva sobre o comportamento de pessoas ampliando elevado índice de comportamento agressivo. Porém apesar do consenso existente entre os estudiosos e pesquisadores de que está caracterizada a relação de causa e efeito entre a violência exibida pelos meios de comunicação de massa e a prática de atos violentos pelos espectadores, a matéria costuma ser abordada de forma superficial e irresponsável pela mídia que se interessa apenas por audiência.
Será que a mídia carcomeu com o nosso senso crítico? 
Será que a televisão nos deixou anestesiados para ficarmos sentados diante de programas apresentados por ela? 
Será que os Titãs estão certos quando dizem que "a televisão nos deixou burros demais?"
O que sei é que se a programação está do jeito que está é porque as pessoas dão audiência, caso contrário já se teria pensado em oferecer algo de qualidade para o público, pois artistas de talento existem muitos e assuntos a serem debatidos também. Mas a mídia formou o público aspirado e atingiu o seu objetivo desejado.
Mas fica aqui uma pergunta. Não está passando da hora de refletirmos e pensarmos com responsabilidade e seriedade sobre as nossas crianças e nossa juventude, principais vítimas da má influência da TV?

Reflexão: o mito da caverna moderno

A televisão atualmente poderia ser uma das sombras da caverna. Uma sombra que ofusca pelo seu falso brilho que encandeia o povo com suas imagens coloridas desfocadas da realidade da vida. 

Bibliografia

PLATÃO diálogos, seleção de textos de José Américo Motta Pessanha, tradução e notas de José Cavalcante de Souza; 4ª ed., São Paulo : Nova Cultural [coleção pensadores], 1987.
PLATÃO, A República. Introdução e notas de Robert Baccou e tradução de J. Guinsburg; 2ª ed., São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973.

Imagens: 
http://fariaconversas.blogspot.com/
http://omeumundoblog.blogspot.com

Caros internautas

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Quantos agoras perdemos esquecendo que o risco pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas... O medo que nos impede de sermos ousados agora, também está nos impedindo de vermos a linda pessoa que podemos ser. (Clarice Lispector)