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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Heráldica: a arte dos brasões

A arte dos brasões





Numa batalha fazer a distinção entre amigos e inimigos sempre foi era algo essencial em batalha, claro. Porém, no calor do combate entre combatentes cobertos dos pés a cabeça de armaduras e elmos, tornou-se tarefa quase impossível distinguir aliados de oponentes em meio de uma batalha. Os escudos no início eram símbolos muito simples e ficavam na parte mais visível do combatente.

Na Idade Média, entre 1135 e 1155, a utilização desses símbolos por senhores feudais se espalhou pelo continente europeu. Leões altivos, águias e flores-de-lis começaram a delinear os escudos. Depois, os desenhos foram se tornando cada vez mais complexos, e logo os escudos começaram a apresentar subdivisões, representando num só brasão, os brasões de duas famílias. E por volta do século 14, já havia sido desenvolvido na Europa todo sistema de codificação e organização dos emblemas, conhecido como heráldica.

E do mesmo modo como um cavaleiro herdava o direito de liderar ou seguir o seu superior em uma batalha, herdava também o brasão que deixava de ser um sinal de identificação e era passado de pai para filho. O emblema assinalava os serviços prestados ao rei, os feitos heróicos, atividades dos antepassados, a flora e a fauna de uma região e era símbolo de nobreza.
 
Anatomia de um escudo - com o casamento entre famílias nobres, era normal a partição do escudo dos descendentes entre as duas casas nobres.
Como se forma um brasão:
Paquife - adornando, repete as cores do brasão.
Timbre - usado para distinguir os cavaleiros em torneios.
Virol – é  uma faixa colorida com os padrões do escudo
Elmo – possui várias significações: nobreza utilizava elmos de prata, ouro pertence ao brasão do rei. O elmo virado de frente é exclusivo do rei.
Compartimento - o chão onde estão os suportes pode ser uma planície, um terreno rochoso ou algo que remeta à terra natal da família
Escudo -  diversos formatos de escudo foram utilizados ao longo do tempo. Como regra geral, os escudos de mulheres são em formato de losango.
Lema - pessoas de qualquer patente de nobreza pode adotar um e colocá-lo no brasão
Suportes - são elementos da natureza, figuras mitológicas ou personagens representando profissões da família.

Como se forma um escudo

As cores
Estão divididas entre metais, esmaltes e peles.
A regra fundamental é nunca misturar metal com metal, nem cor com cor, em um mesmo escudo – as peles podem substituí-los.  Escudos que rompem essa regra são chamados armes fausses (armas falsas).

As faixas - incrementam e diferenciam os escudos. De modo geral, para que se mantenha uma descrição uniforme de um escudo, mencionam-se seus elementos da seguinte maneira. Primeiro, a cor do campo (o fundo) e, então, as tinturas das diferentes partes e objetos do escudo. Como regra geral, descreve-se do alto para baixo e da direita para a esquerda – sempre em referência a quem segura o escudo, e não a quem vê.

 Os símbolos - o uso de símbolos e animais é o toque final na composição de um escudo. Animais, por definição, sempre olham para a direita. O leão é o predileto porque representa força, coragem, nobreza. Mas também são comuns águias, ursos, lobos, cavalos, javalis e até coelhos. Chaves cruzadas, simbolizando as chaves de são Pedro, estão presentes nas insígnias papais. Outros objetos, representando dinastias (flor-de-lis, símbolo da realeza francesa) ou guerra (peças de armaduras), eram comuns. Animais quiméricos, como o dragão (associado a são Jorge, o padroeiro da Inglaterra), o grifo, o centauro e o unicórnio também eram utilizados. A cruz, maior símbolo cristão também era utilizada

A evolução dos símbolos depois de sucessivos casamentos - com o casamento entre famílias nobres, ocorria a partição do escudo dos descendentes entre as duas casas nobres. Se um nobre possuía um filho homem, ele levava o escudo da família consigo. Já a filha desse senhor feudal não teria direito de colocar o brasão de sua família quando se casasse com alguém porque ela não era a herdeira da casa. Porém, quando
um senhor feudal não tivesse herdeiros homens a sua filha passava a ter o direito de estampar o brasão de sua família naqueles que seriam seus descendentes.

 A auriflama francesa - além do óbvio uso nos escudos, os símbolos heráldicos apareceram também nas bandeiras empunhadas pelos exércitos. Ser o porta-bandeira era uma tarefa de alto prestígio, embora se esperasse desse indivíduo que, caso as coisas fossem mal, morresse defendendo o estandarte.
A mais tradicional bandeira de guerra era a Auriflama Francesa, utilizada em diversas batalhas na Guerra dos Cem Anos. 

Texto completo disponível em:
http://historia.abril.com.br/

Obs.  Vários brasões da familia Fontes 

Caros internautas

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Quantos agoras perdemos esquecendo que o risco pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas... O medo que nos impede de sermos ousados agora, também está nos impedindo de vermos a linda pessoa que podemos ser. (Clarice Lispector)