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sábado, 19 de fevereiro de 2011

A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA

O que os relógios simbolizam no quadro de S. Dali?





Título: A Persistência da Memória (os relógios moles)
Movimento: Surrealista
Autor: Salvador Dali
Ano: 1934
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 24,1cm x 33 cm
Encontra-se: no Museu de Arte Moderna, de Nova Iorque.

Resume:
  • A dissolução do tempo
  • A falta de sentido do tempo, visto que há três relógios marcando horas distintas e um relógio fechado
  • A impossibilidade de realizar os sentidos de existência
  • A representação de um mundo sem interferência do tempo
  • O tempo como marcação de vida do eu lírico
  • O sentimento de decomposição da vida


Os relógios instrumentos regularizados e exatos traduzem de forma objetiva a passagem do tempo. O fundo da tela apresenta uma paisagem que relembra a memória de infância de Salvador Dali, Porto Lligat, no norte de Espanha. 

Há três relógios moles marcando diferentes horas, cujas formas derivam –segundo o artista - de um queijo (camembert) ele observava enquanto pintava.
Observa-se em suas formas uma evidente conotação sexual, sobretudo no relógio central, estendido sobre uma pedra que simula o retrato do excêntrico autor, representado no quadro, de olhos fechados e caído, como uma premonição de seu tempo futuro.  

As cores utilizadas também tem seus significados. Os relógios pintados de cor azul cor do espaço infinito, cuja perspectiva também se direciona ao infinito. A cor terra, que é o pó da vida eterna, porque tudo vira terra e se renova. As cores do anoitecer delimitam a linha do horizonte, encontro de terra e mar, fundidos ao céu infinito. Misto de sonho e realidade.

O tempo e a memória representados através dos relógios, moles e dependurados, indicam-nos que estes são maleáveis, mutáveis, relativos, onde passado e presente se fundem. Suas formas remetem ao prazer, recordam fugacidade e a ambigüidade que o tempo insere suprimindo a percepção da realidade e da memória eventual.

As múltiplas interpretações dos sentidos das imagens ambíguas que originam a as cenas absurdas repletas de signos indecifráveis são designadas pelo autor de arte crítica paranóica, pois se opõe a visão racional do mundo. 
O quadro manifesta ainda o interesse do pintor pelas conquistas da ciência moderna, da teoria da relatividade de Einstein, que dispõe a ideia de tempo e espaço e das pesquisas de Freud relativas ao inconsciente e à importância dos fenômenos dos sonhos.

Tecnicamente esta pintura, assim como as outras criações de Dali, mostra o enorme virtuosismo e meticulosidade do artista, exímio desenhista que foi. Observam-se ainda referências de caráter historicista, particularmente à pintura enigmática da fantástica obra do flamengo Jerônimo Bosch.

Bibliografia:

HONORIO, Cíntia Maria. Arte & Caminhos: construção e fruição. Curitiba: Base Editora, 2007.
PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo:Ática, 2005.
SALVADOR DALI. Disponível em: <http://www.salvadordali.com.br/>
STRICKLAD, Carol. Arte comentada: da Pré-História ao Pós-Moderno. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.


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