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terça-feira, 24 de agosto de 2010

AS POPULAÇÕES RIBEIRINHAS DO RIO PARNAÍBA

Esta semana uma equipe de alunos foi procurar algumas mulheres que moram na beira do rio para fazer um trabalho sobre as populações ribeirinhas. Quando lá chegaram e se depararm com a realidade saíram revoltados, pois as tais senhoras antes de dar qualquer informação exigiram no mínimo uma cesta de alimentos para poder falar, como eram três, então seriam três cestas, o pagamento mínimo pelas informações. Os alunos saíram inconformadas com a situação. Por isso,  para vocês meninos é que deixo o meu ponto de vista. 
Boa leitura.

O Rio Parnaíba “Velho Monge”, já foi um grande canal de transporte, usado por grandes barcos a vapor. Hoje, sofre com o assoreamento, a poluição e o desmatamento de suas margens, tornando-se inavegável em algumas partes, apenas pequenos barcos a motor conseguem atravessar sua extensão. E quem mais sofre com o estado agonizante do rio é a população ribeirinha. Os pescadores lamentam-se pela diminuição na quantidade de peixes.

Há dias que eles saem para pescar, segundo relatam em suas conversas e não conseguem nada, sequer uma piaba para a alimentação. A situação se agrava com a desertificação das regiões agrícolas próximas ao rio e o desmatamento da mata ciliar, nas suas margens.
As populações ribeirinhas são povos geralmente pobres que vivem nas beiras dos rios. As atividades desempenhadas são a pesca, a agricultura, a caça, algum extrativismo vegetal. A grande maioria das mulheres ribeirinhas desempenha as atividades do lar, de lavagem de roupa e tomam conta dos filhos.
Com bastante trabalho e enfrentando inúmeras dificuldades, algumas pessoas ainda conseguem viver do rio. Importante fonte de renda das populações ribeirinhas, o Velho Monge tem permitido a muitos pescadores o sustento de suas famílias.
Infortúnia realidade dessas pessoas vivem à margem do rio e da sociedade. A penúria é a predominante em toda a população, assentando um grupo social marcado por uma enfermidade incurável, sua ausência de cultura e fartura de pobreza.
As questões econômicas podem ser classificadas como extremas indicando que medidas urgentes devem ser tomadas quanto ao assoreamento e a obstrução de rios, canais e lagos pela areia ou por sedimentos provocados pela supressão das matas ciliares, pela erosão a degradação e a poluição dos rios (esgotos).
Diversos problemas sobrevêm dessa humilde situação e a falta de cultura torna-se um dos fatores agravantes desse miserável quadro, onde grande parte da população desconhece seus direitos de cidadãos e trocam sua consciência por um favor qualquer. Não é de se estranhar o crescente número de programas assistencialistas que não modificam a realidade, mas que contentam essa carente população, conformada e faminta de comida, de atenção, de cultura e valores. 

População sem visão, sem perspectiva de vida melhor, um alvo perspícuo aos interesses de alguns...
Em épocas de chuvas a população ribeirinha enfrenta seus maiores problemas, pois as enchentes invadem as casas e grande parte da população fica desabrigada. Todas as vezes que as comportas da barragem de Boa Esperança são abertas, a preocupação bate à porta da população ribeirinha do Parnaíba.
Muitos moradores começam a desocupar seus imóveis, temendo que o pior aconteça, mas há também aqueles que mesmo sabendo dos riscos que correm permanecem em suas casas apostando as suas vidas e o pouco que possuem e a situação agrava-se no período chuvoso que compreende os meses de novembro a abril.

Caros internautas

Caros internautas
"A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta" Fernando Pessoa

Importante

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Extrato de amora

De todas as postagens feitas aqui, o extrato de amora é a que é mais vista e mais comentada. Realmente há muitos depoimentos favoráveis ao extrato de amora, portanto, sinta-se a vontade para conhecer um pouco sobre os seus benefícios.
Quantos agoras perdemos esquecendo que o risco pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas... O medo que nos impede de sermos ousados agora, também está nos impedindo de vermos a linda pessoa que podemos ser. (Clarice Lispector)