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terça-feira, 20 de julho de 2010

O que era feio, já não é mais



O QUE ERA FEIO, JÁ NÃO É MAIS
Mª Umbelina Marçal Gadelha

Nós vivemos um mundo ao contrário. Sócrates dizia que: “O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu caráter.”
Virtude é uma palavra a qual, quando pronunciada, temos que lhe atribuir vários significados, pois, geralmente, sua significação é desconhecida. Modéstia, pudor, moderação, dedicação, diligência, justiça, educação e verdade são palavras extintas do nosso vocabulário há algum tempo. “A verdade é o bem próprio do homem e o único bem imortal que nos é dado usar em nossa condição de seres mortais”. (BEM JONSON)
Vivemos em permanente estado de indefinição. Já não se sabe mais distinguir o belo do feio. Houve uma inversão de valores, o que era já não é mais, agora o feio é o que fomenta nossas aspirações, é o que satisfaz os nossos anseios.
A mídia inverteu, divulgou e alimentou valores atuais, e explorou a nudez feminina com extraordinária habilidade e distorção da verdade que a feiúra já não agride, tornou-se trivial. Nas páginas da internet, jornais, revistas e canais de tevê, o que se lê são manchetes sensacionalistas de crimes, corrupção, selvageria, apologia ao sexo, às drogas e, a pornografia explicita assumindo status de arte. Mas que arte?

Perdemos também a nossa sensibilidade graças à superexposição da nudez, do sexo explicito oferecido nos meios de comunicação, um incentivo gratuito à sexualidade precoce, à prostituição infantil, à pedofilia... Ficamos irremediavelmente anestesiados; já não temos mais a capacidade de nos sentirmos abalroados pelo espetáculo dos horrores.
O grande poeta Fernando Pessoa um dia escreveu: “A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas. O pudor vale, sobretudo, para a sensibilidade como o obstáculo para a energia”. Mas nós ficamos insensíveis, indiferentes e suprimimos a capacidade de sentirmos repulsa e desprazer com o que, há algum tempo, nos abismou.
O pudor já não é mais citado como virtude. Hoje, quando se fala em pudor, geralmente é para fazer referência ao crime de atentado violento ao pudor, ou seja, mais um tipo de violência do nosso cotidiano.
As Sete Virtudes derivadas do épico Psychomachia, poema escrito por Aurelius Clemens Prudentius intitulando a batalha das boas virtudes e vícios malignos, caíram no desuso e esquecimento da sociedade.
Infelizmente trocamos a virtude pelo vício e hoje sentimos literalmente o prazer seguido da dor, quando vemos pessoas cada vez mais, e em maior número, dependentes das drogas, dos vícios e escravas dos prazeres. A virtude foi substituída pelo vício que, fatalmente, relacionam-se as perdas, as derrotas, as quedas diárias e permanentes em nossas vidas, com as quais precisamos saber guerrear.
Inverteram-se os valores, trocamos as sete virtudes pelos sete pecados: a castidade pela luxúria; generosidade pela avareza; a temperança pela gula; a diligência pela preguiça; a paciência pela ira; a serenidade pela inveja e a vaidade pela humildade.
Os meios de comunicação apresentam novelas nas quais trair, roubar, matar, mentir e caluniar são coisas naturais. As novelas mostram-nos filhos em quartos, navegando nos seus computadores, pais nas academias, mães nos salões de beleza, enfim, pessoas que vivem numa casa, mas que, são totalmente estranhas. Eis o retrato da família brasileira apresentado. Esta família é estruturada? Não. São pessoas individualistas, e nos mandam mensagem de que é mais importante ter do que ser.
As novelas e as mensagens que as mídias nos ofertam transmitem-nos mensagens subliminares de que podemos trocar de família, de casamento, de sexo, de valores como trocamos de roupa; como se família, casamento, valores fossem coisas supérfluas, apenas uma questão de modismo.
A televisão aberta virou uma torre de Babel. Os programas de auditórios apelam para o erotismo, a começar pelas roupas das apresentadoras e dançarinas. A sensualidade é posta em primeiro lugar. Os programas da tarde, durante a semana, não apresentam grade de conteúdo, com assuntos girando em torno de conflitos familiares e fofocas do meio artístico. Exceções ocorrem em alguns canais: TV Educativa, Canal 3 e TV Cultura, cuja audiência é muito baixa em relação aos demais.
As novelas atuais são trágicas. Os vilões estão, a cada dia, aprimorando-se em violência e corrupção onde a culpa cai no mais fraco, ou seja, no pobre, de preferência se for negro; a sensualidade, explorando traições de marido e mulher, como se adultério fosse algo normal entre as pessoas; inversão de valores, com o espertalhão saindo-se bem e passando a mensagem que honestidade é caretice. Já houve tempo em que as novelas tinham tramas, tinham vilões, mas os autores estabeleciam uma relação respeitosa com um público que tem capacidade intelectual e emocional diferentes uns dos outros; muitas pessoas são jovens que sequer recebem atenção e orientação dos familiares.
Outra coisa interessante na mídia é o apelo exagerado ao misticismo, como resolução de quaisquer problemas. Outro engodo outro problema. Santo Agostinho dizia: “O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros.”
Não estou defendendo a volta da censura, mas a falta de limites e de controle de qualidade do que se oferece ao público é um desrespeito ao cidadão brasileiro. Não devemos confundir liberdade com licenciosidade. Os veículos de comunicação não podem passar de alguns limites, pois democracia é respeitar o direito do próximo, e a verdade da mídia pode não ser a minha verdade ou a verdade do próximo. “As palavras nos permitiram elevar-nos acima dos animais; mas é também pelas palavras que não raro descemos ao nível de seres demoníacos” (ALDOUS HUXLEY).
Não devemos impor nossos conceitos, sejam políticos, religiosos, sexuais ou morais e, quando não temos um limite, é o que acabamos fazendo. Talvez seja o que aconteça a algumas emissoras de televisão que se esqueceram deste detalhe.
Segundo Gonzáles Pecotche "A sensatez deve presidir todos os atos da vida do homem." A sensatez é o que deve prevalecer em qualquer situação, principalmente quando está em jogo o ser humano, a felicidade da família. Afinal todos nós buscamos a felicidade mesmo sabendo da sua fugacidade.
Floriano, 27 de abril de 2009

MENSAGEM DE MÃE

Umbelina Marçal Gadêlha

Meu filho
A tarefa de ser mãe é muito difícil, muito árdua e muitas vezes ingrata. Ingrata, não pelo fato de que algo tenha nos decepcionado, mas pelo fato de nós virmos a ser, algumas vezes a própria decepção para nossos filhos.
Filhos, seres que são uma extensão de nós mesmos, uma parte essencial de nossas vidas, de nosso ser - a parte vital de uma mulher que se torna mãe.
Filho, um pedacinho de gente que saiu de nós e que é tão importante que muitas vezes, nós nos confundimos ou esquecemos que cada um, é um ser independente e nos flagramos querendo interferir no destino ou naquilo que cada um escolheu e que não condiz com o aquilo que almejamos para esse ser.
Nós como pais erramos muito, talvez até erramos mais do que acertamos com nossos filhos e tudo em nome desse imenso amor que sentimos.
Eu sei que o sentimento do amor não justifica os erros que por vezes cometemos pensando estarmos fazendo a coisa certa, mas por outro lado como filha que também sou, vejo que nós deveríamos nos sentir especiais por nos sabermos tão imensamente amados.
Como filha, sei que também nós cometemos os nossos erros e talvez até sejamos mais egoístas do que nossos pais quando achamos que tudo tem que ocorrer conforme o nosso desejo, e que a maneira correta de pensar é a nossa e não a de nossos velhos.
Os "velhos" são sempre chatos, por fora, falam demais, brigam por causa do carro, por causa da conta absurda do telefone, do desperdício com água, com energia, brigam por causa do quarto desarrumado - mas que tédio, o quarto é seu e ninguém tem nada com isso - as gavetas e portas do guarda-roupa que você sempre deixa abertas, as luzes que você nunca apaga... Mas tudo isso não é caso para os "velhos" reclamarem, pois afinal, você é jovem e cabeça de jovem é diferente, jovem não liga para essas chatices. Será que não mesmo?
Pense que a situação é inversa. Como você reagiria se estivesse no lugar de seu amado filho? Que valores você deixaria como herança? Sim meu filho, porque a maior herança que os pais podem deixar para os filhos, chama-se: educação, dignidade, respeito e o próprio exemplo para que os filhos possam ter em quem se espelhar.
Muito Obrigada por você existir. Obrigada por ser luz em minha vida .


Mª  Umbelina M. Gadêlha

F A L O
A L O
L O
O


A DOR É MINHA
... E quando me deito essa dor atroz me dilacera. Estranhos seres que somos quando nos fechamos em nossos mundos inacessíveis a qualquer um que tente nele penetrar.
Indecifrável ser... E contorcida por espasmos e em frangalhos, continuo dia após dia impenetrável, refugiando-me das mazelas pertinazes, mas que é impossível escapar.
E continua a arder e como brasa me queimar, essa dor insuportável vai logo, logo dilacerar-me.


"A palavra foi dada ao homem para esconder o seu pensamento" Stendhal



A  emoção é sempre a mesma em cada copa. Esta poesia escrevi em outra copa, mas tirando-se os comentários do "Rei Pelé" tudo continua igual.

 ÊXTASE

 Primeiro toque na redondinha, e ela vibra.

Acorda tão viva, tão bonita, tão esperta!
Esfomeada, quer vários toques, quer sempre mais.
A linda artista gorduchinha dá o seu bonito show.
Rodopiando em sua volta os meninos bailarinos
 – “os canarinhos” – dançam no campo.
A torcida joga aflita junto com a seleção,
lamenta o gol perdido. Reza com fé.
Nos comentários, desta vez, o “Rei Pelé”.
Atrás da bola, os jogadores energizados correm extasiados.
Tocam a bola de um lado, do outro, com o calcanhar, com o pé,
com a cabeça, do jeito que der, do jeito que ela vier.

Correm e driblam num balé, parecem mais o “Rei Mané”.
Rola no centro de cerimônia o espetáculo:
velozes artistas rebolam e se contorcem
atrás da alma do futebol.
É um drible bonito. É a torcida de pé
que uníssona grita: - OLÉ!!!
Rola a bola nos lados, nos escanteios
no campo inteiro de futebol.
E bem no meio da rede ela balança...
A torcida, contorcida, levanta-se eufórica,
Em todo estádio uma só voz:
É GOOOOOOOOOL!...
A essência do jogo extasiando milhões de
CORAÇÕES.

Maria Umbelina Marçal Gadelha



DESESPERANÇA
Aprendi a driblar a irritação aborrecente da turma dinâmica de adolescentes
Tolerei deslealdade traindo a mim mesma - escondi a minha fragilidade -
Magoei e fui magoada.
Convivi com a hipocrisia, com a ironia e com a depressão
mergulhada na mais profunda solidão
Lido com a incompreensão, com a falta de compaixão e de consideração.
Convivo com a absoluta falta de grana, com misereis, com a insensatez
e com o acúmulo de carnês no final de cada mês. Já suportei embriaguês...
Mas não sei viver sem a fé,nem levar a vida como ela quer
por isso, de todas as mazelas fatais que já me abateram
talvez a pior seja esse princípio atroz de desesperança
que corrói o meu espírito, o carcome, o desgasta
e me deixa assim totalmente perplexa
diante da vida, totalmente ensandecida

Umbelina M. Gadêlha

PERSPECTIVAS

Umbelina M. Gadelha

Ruínas,
Desertos
Cidades espaciais
Mares
Sertões
Oceanos virtuais
Desertos glaciais
Atmosfera artificial
Diferentes paisagens... Cinza
Estranhos limites territoriais.
Homens e mulheres
cada vez mais artificiais
Relacionamentos superficiais
Casamentos virtuais...
Extinta a fé
Nem esperança nem utopia
Engaiolado o homem
Soltos nas ruas os marginais
Negociando clonagem,
Pirataria, espionagem,
Tráfego de drogas
Guerra entre gangs
E policiais.
Que se espera mais?

AMBIVALÊNCIA


Eu estrangeirada de mim mesma sigo
em busca de veículos para expressar os meus
mais íntimos sentimentos e
os meus tolos mas sinceros  pensamentos
mais profundos .
Reações adversas experimento - já nem lamento -
retendo fluxos de sentimentos genuínos e cismarentos,
vou seguindo cada vez mais estrangeirada
do mundo  dos outros.
Ambivalentes sentimentos chicoteiam a minha mente
- quem sabe insana - balsamizando a minha
imaginação bisonha.
A alma incauta – mais que plácida é estesia e
impoluta se ANUNCIA.

Caros internautas

Caros internautas
"A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta" Fernando Pessoa

Importante

Importante
Caso alguém seja autor de algum texto ou imagem contida neste blog, e não tenha sido creditada a sua autoria por meu desconhecimento, agradeço que me contatem imediatamente a fim de serem dados os devidos créditos.

Extrato de amora

De todas as postagens feitas aqui, o extrato de amora é a que é mais vista e mais comentada. Realmente há muitos depoimentos favoráveis ao extrato de amora, portanto, sinta-se a vontade para conhecer um pouco sobre os seus benefícios.
Quantos agoras perdemos esquecendo que o risco pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas... O medo que nos impede de sermos ousados agora, também está nos impedindo de vermos a linda pessoa que podemos ser. (Clarice Lispector)