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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Festa na roça


Todo ano no mês de junho as cidades interioranas do Brasil, recebem um colorido e uma decoração especial para celebrar os santos juninos. Esse costume é muito forte em algumas cidades nordestinas, principalmente em Campina Grande – PB e Caruaru – PE. Que disputam o título de “maior São João do Mundo”. Lá essas festanças duram o mês de junho inteiro e atraem turistas de todas as localidades.

Em Campina Grande, pioneira no quesito festança o arraial que acontece no Parque do Povo recebe a visita de mais de um milhão de pessoas que circulam entre ruas repletas com barracas de comidas típicas, artesanato e palcos de show com ilhas de forró pé de serra tocando a noite inteira até o dia clarear. A festa cresceu e se expandiu para além do “quartel general do forró” e chegou aos bairros e aos distritos, onde a tradição junina ressurge em toda a sua originalidade. Faz parte dessa festança o passeio no trem da alegria, um trem ferroviário, cuja travessia de um distrito ao outro inclui trios de forró em cada vagão além da beleza extraordinária de uma paisagem deslumbrante composta por serras verdes e grandes rochas de granito cinza com a parada final em Galante, onde um arraial típico aguarda com grande hospitalidade os turistas. Lá em Galante você vê fogueiras acesas em cada rua da cidade e vários festivais de quadrilhas. Em resumo os paraibanos buscam a cada ano que passa reavivar cada vez mais as suas raízes culturais.

Em 2009 a marca da festa é a seguinte “Em Campina, o Brasil é mais São João”, cuja logomarca é estiliza um pandeiro, instrumento que remete ao inesquecível Jackson do Pandeiro, paraibano que eternizou o forró com seu inconfundível estilo.

No Sítio São João cartão postal da festa junina de Campina Grande, o turista faz uma viagem à década de 50. Na maquete viva é possível visitar engenhos de rapadura e de cachaça, orar na capela da praça central, comprar produtos típicos na bodega, passear pelas ruelas e assistir às manifestações folclóricas. O sítio São João foi idealizado pelo teatrólogo João Dantas. É uma montagem cenográfica, em tamanho natural, dos vilarejos rurais comuns nos séculos 19 e 20. Nele pode-se ver a arquitetura do interior nordestino nos ciclos da farinha, do couro, da cana-de-açúcar e do algodão como: a casa principal, o armazém, bodega, igreja e cruzeiro, casa de farinha, produção de agave (sisal). Engenho de rapadura e cachaça, barbearia, delegacia, pensão, tipografia, olaria, casa do ferreiro, da palha e do couro, rurais, plantações, postes com iluminação a querosene, parque de diversões com argolinhas, canoas, carrossel, pau de sebo e o palhoção para as apresentações. Além da arquitetura podemos ver também os móveis, utensílios, víveres, adereços e animais dos quais dependiam os nordestinos interioranos. Enfim, você não participa apenas de um evento junino, você toma um banho cultural além de se divertir.

Em nossa Floriano essa tradição não existe. As ruas não ganham esse clima de festa junina. Os festivais de quadrilha acontecem em alguns bairros sempre com a participação e o empenho de poucas pessoas ligadas à cultura como, por exemplo, do incansável Renato Costa “Repórter Amarelinho”. Geralmente as quadrilhas são belas coreografias estilizadas, pois a verdadeira quadrilha caipira não existe mais. Conversei com alguns brincantes e eles acham que a quadrilha caipira é antiga e, portanto, está fora de moda. E eu lhes pergunto o que seria dos campinenses e caruaruenses se pensassem assim? Aonde iriam se divertir todos os anos os milhões de turistas do Brasil inteiro?
Há também algumas comemorações particulares das escolas que promovem as suas festas juninas para os alunos brincarem, mas o espírito junino que empolga e que faz as pessoas vestirem-se de caipiras e lançar-se no forró a noite inteira até o dia clarear, aqui não existe.
Estive observando os alunos no arraial da escola e eles só não dançaram axé a festa inteira porque não lhes foi permitido. Grande parte dos alunos que improvisam uma roupa para a festa junina, confunde-a o traje junino com o do carnaval, por mais que se explique que a ocasião é outra. Os jovens chegam a levar um a mochila com a roupa de caipira para vestir só na hora de apresentação e muitos relutam para não pintar um bigode, mas como criticar os jovens se nós professores também relutamos em nos vestir de caipira e não valorizamos as nossas raízes. Com quem esses meninos irão aprender?

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De todas as postagens feitas aqui, o extrato de amora é a que é mais vista e mais comentada. Realmente há muitos depoimentos favoráveis ao extrato de amora, portanto, sinta-se a vontade para conhecer um pouco sobre os seus benefícios.
Quantos agoras perdemos esquecendo que o risco pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas... O medo que nos impede de sermos ousados agora, também está nos impedindo de vermos a linda pessoa que podemos ser. (Clarice Lispector)